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Sitelinks: como aparecem os links abaixo do resultado no Google

Henrique Feng Por Publicado em
Sitelinks: como aparecem os links abaixo do resultado no Google

Resposta rápida

Os sitelinks aparecem quando o Google entende a estrutura do site e acha que atalhos para páginas internas vão ajudar quem buscou, quase sempre numa busca pelo nome da marca. Ninguém escolhe nem pede: o rebaixamento saiu do Search Console em 2016 e a caixa de pesquisa dos sitelinks sumiu em novembro de 2024. Ajudam título claro, links internos com texto descritivo e páginas sem repetição.

Sitelinks são os atalhos que o Google põe embaixo de um resultado, levando a páginas internas do mesmo site. Eles saem de um processo automático: o Google lê a estrutura de links do site, escolhe atalhos que parecem úteis para aquela busca e só exibe o bloco quando acha que ele ajuda. Não existe formulário, ajuste no Search Console nem marcação que faça os sitelinks aparecerem. O que está ao seu alcance é deixar o site fácil de entender e tirar do caminho a página que você não quer ver ali.

Uma confusão antes de começar: o Google Ads também tem sitelinks. Lá, são links que o próprio anunciante cadastra no anúncio, e a ajuda do Ads chama de recursos de sitelink. Este texto trata dos sitelinks da busca orgânica, que ninguém cadastra nem compra.

Funcionam como um índice resumido do site, com links do mesmo domínio agrupados sob um resultado de texto. Imagine que alguém digita "Jabuti Kids" no Google. O primeiro resultado é a home da loja de roupa infantil e, logo abaixo, vêm "Pijamas", "Roupas de bebê", "Trocas e devoluções" e "Loja no Recife". Quem queria trocar o tamanho de um macacão não precisa abrir a home e caçar o rodapé. Clica direto.

A documentação do Google resume o mecanismo assim: os sistemas analisam a estrutura de links do site atrás de atalhos que poupem tempo de quem busca, e só mostram esses atalhos quando acham que eles serão úteis. Se a estrutura não deixa o algoritmo achar bons links, ou se eles não têm relação com a busca, o bloco não aparece.

Na prática, isso acontece quase sempre quando a pessoa busca o nome da marca ou do site. É uma busca de navegação: quem digita o nome quer chegar a algum lugar lá dentro. Numa busca genérica, como "pijama infantil", o Google raramente sabe que seção do site interessa, e o resultado vem sem atalhos.

Não há número oficial. A página atual do Google sobre sitelinks não diz quantos links entram no bloco nem em que formato. O último número publicado pelo próprio Google é de agosto de 2011, quando o máximo subiu de 8 para 12 por site, e o mesmo texto já avisava que a quantidade varia de busca para busca. A conta de "até 6 no computador e 8 no celular", repetida em vários guias, não vem acompanhada de fonte.

Aquele anúncio de 2011 também explica por que os atalhos mudam. A escolha e a ordem dos sitelinks passaram a depender da busca feita, e os sinais usados para escolhê-los foram unidos ao sistema de ranking normal. Desde então, buscar "Jabuti Kids" e "Jabuti Kids trocas" pode trazer atalhos diferentes, ou nenhum. O formato também varia. Às vezes é um bloco com título e trecho para cada link, às vezes uma linha só, com links curtos, que o Google lançou em abril de 2009.

Não. A página do Google diz que, no momento, os sitelinks são automatizados e que talvez, no futuro, a empresa passe a considerar sugestões de donos de sites. Essa mesma possibilidade aparece desde setembro de 2006, no primeiro texto do Google sobre o assunto.

Já existiu um controle, e dele vem muita orientação velha:

Quando O que mudou
Setembro de 2006 O Google descreve os sitelinks como um processo totalmente automático
Outubro de 2007 O Webmaster Tools ganha a opção de bloquear um sitelink por 90 dias
Agosto de 2011 O bloqueio vira "rebaixamento": uma sugestão sem garantia, com até 100 por site
Outubro de 2016 A ferramenta de rebaixamento sai do Search Console
Novembro de 2016 John Mueller, do Google, conta que o efeito da ferramenta já tinha sido reduzido a quase nada nos seis meses anteriores

O post de 2007 continua no blog do Google, agora com um aviso no topo: o recurso de rebaixar sitelinks foi removido e não está mais disponível. O anúncio da retirada não está no blog do Google, e a data ficou registrada na imprensa especializada, como o Search Engine Roundtable, que também publicou a fala do Mueller.

Se um tutorial manda entrar no Search Console e rebaixar um sitelink, ele é de antes de 2016 ou copiou alguém que era. E não confunda com o Ads: pagar por anúncio não muda os atalhos do resultado orgânico.

A documentação lista quatro práticas. Nenhuma é truque: são as mesmas coisas que deixam o site fácil para uma pessoa.

  1. Título e cabeçalhos informativos, relevantes e curtos. O Google não explica de onde tira o texto de cada atalho, mas pede isso na lista. Uma página chamada "Institucional" não diz nada a ninguém. Vale escrever um title que diga o assunto de cada página e conferir a ordem dos títulos dentro do texto.
  2. Estrutura lógica, com links para as páginas importantes a partir de outras páginas relevantes. Menu com as seções principais, home apontando para elas e páginas do mesmo assunto ligadas entre si. O passo a passo está no texto sobre como ligar cada página importante às do mesmo assunto.
  3. Texto âncora conciso e relevante para o destino. "Trocas e devoluções" explica mais que "clique aqui" ou que um ícone de seta sem texto nenhum.
  4. Nada de conteúdo repetido. Duas páginas quase iguais, como "Fale conosco" e "Contato", ou "Promoções" e "Ofertas", dividem o mesmo papel. Pela nossa leitura, o mais provável é que o Google escolha a menos útil das duas ou desista do atalho.

A trilha de navegação no alto das páginas internas, o breadcrumb, reforça a mesma hierarquia.

Repare no que ficou fora da lista. Vários dos guias mais bem posicionados para esta busca mandam enviar o sitemap para ganhar sitelinks. O sitemap serve para o Google achar páginas, e isso já basta para mantê-lo em dia, mas a página de sitelinks não o menciona. Também não há, na documentação do Google, marcação de dados estruturados que produza sitelinks. A única que já mexeu com esse bloco, a da caixa de pesquisa, perdeu a função em 2024.

O nome que aparece acima do link azul também não é sitelink. Ele vem de outra regra, a dos dados estruturados WebSite, explicada no post sobre o nome do site e o ícone que o Google mostra.

Removendo a página do site ou marcando a página com noindex. São as duas saídas que a documentação oferece, e as duas tiram a página de toda a busca, não só do bloco de atalhos. Então a primeira pergunta é outra: essa página precisa estar no Google?

  • Login, cadastro, carrinho, área do cliente: em geral, não. O noindex resolve, e quem procura onde entrar acha o botão no próprio site.
  • Campanha encerrada, como uma página de Black Friday do ano passado: apague ou redirecione para a seção atual de ofertas.
  • Política de privacidade, trabalhe conosco, termos de uso: às vezes precisam estar no Google. Aqui o noindex cobra caro, porque some também para quem buscar "trabalhe conosco Jabuti Kids".

Para uma página que deve continuar no Google mas não deveria virar atalho, não há botão. O que faz sentido, e isto é opinião nossa, não regra do Google, é diminuir o destaque dela na estrutura (sair do menu principal e ficar só no rodapé) e dar às páginas que você quer ver ali um título claro e links vindos de várias partes do site. Pode funcionar ou não. O Google não promete nada.

Dois enganos aparecem bastante. O robots.txt não serve para isso: o Google escreve que ele não é um mecanismo para manter uma página fora dos resultados, e o endereço bloqueado ainda pode aparecer se outras páginas linkarem para ele. E noindex combinado com bloqueio no robots.txt não funciona, porque o robô precisa abrir a página para ler a regra.

Ela acabou. Em 21 de outubro de 2024, o Google anunciou no blog da Central da Pesquisa que deixaria de mostrar a caixa de pesquisa de sitelinks a partir de 21 de novembro de 2024, em todos os países e idiomas. O motivo declarado: mais de dez anos depois do lançamento, o uso tinha caído, e a retirada deixava a página de resultados mais simples. Em 29 de novembro de 2024, a documentação da marcação saiu do ar e a regra nositelinkssearchbox, que servia para desligar a caixa, foi arquivada.

A caixa era o campo de busca que aparecia dentro do resultado de alguns sites. Desde setembro de 2014, ela podia levar a pessoa direto para a busca interna do site, se a home declarasse WebSite com uma ação do tipo SearchAction.

Segundo o anúncio, a retirada não mexe no ranking nem nos outros sitelinks, e o relatório dessa marcação sairia do Search Console. A marcação pode ficar no site: dado estruturado sem suporte não causa problema na busca nem gera erro no Search Console. Quem decidir tirar deve lembrar que o nome do site usa uma variação do mesmo WebSite, que continua valendo.

Se for limpar, corte só a ação de busca. Um bloco antigo era mais ou menos assim:

{
  "@type": "WebSite",
  "@context": "https://schema.org",
  "name": "Jabuti Kids",
  "url": "https://www.exemplo.com.br/",
  "potentialAction": {
    "@type": "SearchAction",
    "target": "https://www.exemplo.com.br/busca?q={search_term_string}",
    "query-input": "required name=search_term_string"
  }
}

Depois da limpeza, fica o que o Google ainda usa:

{
  "@type": "WebSite",
  "@context": "https://schema.org",
  "name": "Jabuti Kids",
  "url": "https://www.exemplo.com.br/"
}

Esse cuidado não é teórico. Quando lemos a home de 53 sites .br (outubro de 2026, dias 20 a 22), 28 (53%) não declaravam WebSite nenhum. Outras 3 traziam o bloco sem name, justamente a propriedade que o Google lê para o nome do site. Apagar o bloco inteiro junto com a caixa de pesquisa aumentaria esse grupo.

Busque o nome do site numa janela anônima, no computador e no celular. Repita com o nome e uma palavra de seção, como "Jabuti Kids trocas". É o jeito de ver o bloco: a página do Google sobre sitelinks não aponta nenhum relatório para eles.

Os cliques dá para acompanhar. Abra Desempenho, no Search Console, filtre as consultas que contêm o nome da marca e passe para a aba de páginas. A ajuda do Search Console explica que, num resultado com vários links, os dados vão para o endereço de cada link. Um clique no atalho "Trocas e devoluções" conta para a página de trocas, e não para a home. Se, nas buscas pela marca, páginas internas aparecem com cliques e a mesma posição média da home, é uma pista de que viraram atalho. Pista, não prova.

O que encontramos ao conferir a nossa própria home?

O Nota do Site está no ar desde 22 de outubro de 2026. Cinco dias é pouco para o Google formar opinião sobre atalhos, mas dá para conferir o que estamos entregando a ele. A conferência foi feita em 27/10/2026:

  • O menu do topo leva a Sobre, Ferramentas, Metodologia, Glossário, Panorama, Blog e Contato, cada item com um texto que diz o que tem do outro lado. O rodapé repete as seções e lista as ferramentas uma a uma.
  • "Entrar" e "Criar conta grátis" também estão no menu, e as duas páginas têm noindex. Pela regra do Google, não podem virar sitelink. Preferimos assim: quem busca o validador quer analisar um site, não abrir um formulário de login.
  • Na home, o bloco WebSite traz o nome "Nota do Site" e o endereço, sem SearchAction. O site nasceu depois do fim da caixa de pesquisa, então não havia o que limpar.

Link quebrado na home vai na direção contrária. Nas 53 páginas iniciais que o validador leu, 4 (8%) tinham pelo menos um link interno levando a erro. É um atalho cortado bem na página que costuma aparecer com os sitelinks.

Que busca fazer hoje para conferir os seus atalhos?

Pegue o celular e busque o nome da sua marca. Se aparecer um sitelink que você não quer, decida primeiro se aquela página deve estar no Google. Se não deve, noindex. Se nenhum atalho aparece, abra a home e leia o menu como um visitante: cada item diz para onde leva? Há duas páginas fazendo o mesmo papel? Depois, rode a análise grátis do validador na home. Ela aponta links com texto genérico ou sem texto, links internos quebrados e a falta do WebSite com name.

Perguntas frequentes

O sitelink do Google Ads é o mesmo da busca orgânica?

Não. No Google Ads, o anunciante cria os sitelinks e escolhe para onde cada um leva, na conta, na campanha ou no grupo de anúncios. Na busca orgânica, o Google monta os atalhos sozinho a partir da estrutura do site. Pagar por anúncio não muda os atalhos que aparecem embaixo do resultado orgânico.

Quantos sitelinks o Google mostra embaixo de um resultado?

O Google não publica um número atual. Em agosto de 2011, ele contou que o máximo tinha passado de 8 para 12 por site e que a quantidade varia conforme a busca. Os limites de 6 no computador e 8 no celular, comuns em guias, aparecem sem fonte. Trate qualquer número como observação, não como regra.

Um site recém-lançado pode ganhar sitelinks?

Pode, mas o Google não dá prazo nem tamanho mínimo de site. Os atalhos dependem de ele entender a estrutura e de haver buscas pelo nome do site, e uma marca nova ainda é pouco buscada. Enquanto isso, deixe o menu claro, linke as páginas principais a partir da home e confira de tempos em tempos buscando o nome.

Preciso apagar a marcação SearchAction do meu site?

Não precisa. O Google avisou, ao retirar a caixa de pesquisa dos sitelinks em novembro de 2024, que essa marcação sem suporte não atrapalha a busca nem gera erro no Search Console. Se quiser limpar, tire só o potentialAction e mantenha o WebSite com name e url, que o Google usa para o nome do site.

Enviar o sitemap faz o Google mostrar sitelinks?

Não há essa ligação na documentação. A página do Google sobre sitelinks pede títulos claros, estrutura lógica, links internos com texto descritivo e conteúdo sem repetição, e não cita o sitemap. Ele continua útil para o Google descobrir as páginas, mas não é o caminho para ganhar atalhos.

Fontes

  1. Sitelinks · Google Search Central
  2. Adeus, caixa de pesquisa de sitelinks · Google Search Central
  3. Updates to Search developer documentation (29/11/2024: remoção da documentação da caixa de pesquisa) · Google Search Central
  4. An improved search box within the search results · Google Search Central
  5. Information about Sitelinks · Google Search Central
  6. Webmasters can now provide feedback on Sitelinks · Google Search Central
  7. One-line sitelinks · Google Search Central
  8. Introducing new and improved sitelinks · Google Search Central
  9. Google: The Sitelinks Demotion Tool Didn't Work For 6 Months Prior To Removal · Search Engine Roundtable
  10. Bloquear a indexação da Pesquisa com noindex · Google Search Central
  11. Introdução ao robots.txt · Google Search Central
  12. Nomes de sites na Pesquisa Google · Google Search Central
  13. O que são impressões, posição e cliques? · Ajuda do Search Console
  14. Sobre recursos de sitelink · Ajuda do Google Ads

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