O favicon não aparece no Google quando o arquivo está num formato que a busca não aceita, quando a imagem não é quadrada, quando o robô não consegue baixá-la ou quando a página inicial não declara o ícone no <head>. O nome do site, que é o texto ao lado do ícone, sai errado por outro motivo: o Google escolhe esse nome sozinho e só considera a sua preferência com força se ela estiver nos dados estruturados WebSite da página inicial, combinando com o resto da home. As duas correções levam minutos. O resultado muda em dias ou semanas.
Ícone e nome ficam juntos no topo de cada resultado, acima do link azul. Só que saem de pontos diferentes do código, e mexer no lugar errado explica muita correção que nunca chega à busca.
Por que o favicon não aparece no Google?
Porque algum requisito da documentação do Google ficou de fora. Ver o ícone na aba do navegador não prova nada: o navegador aceita formatos e tamanhos que a busca recusa. Confira nesta ordem:
| O Google pede | O que costuma dar errado |
|---|---|
Uma tag <link> no <head> da página inicial, com um rel que ele lê |
A tag fica fora do <head> ou só existe nas páginas internas |
| Arquivo em BMP, GIF, ICO, PNG, JPEG, PPM ou TIFF | Ícone publicado apenas em SVG ou WebP |
| Imagem quadrada (1:1), com no mínimo 8 × 8 pixels e, de preferência, maior que 48 × 48 | Logotipo horizontal espremido num quadrado, ou um ICO antigo de 16 × 16 |
| Googlebot-Image liberado para baixar o arquivo e Googlebot liberado para rastrear a home | Pasta do tema ou de imagens bloqueada no robots.txt, home atrás de senha |
| Endereço do arquivo estável | Nome com versão, como favicon-v7.png, que muda a cada atualização do site |
| Um ícone por host | Esperar um ícone próprio para seusite.com.br/loja |
| Imagem que represente a marca | Conteúdo impróprio, que o Google troca por um ícone padrão |
Os valores de rel aceitos são icon, shortcut icon (a forma antiga, mantida por compatibilidade), apple-touch-icon e apple-touch-icon-precomposed. O href pode ser relativo ou absoluto, e o arquivo pode ficar numa CDN, fora do seu domínio. Mesmo cumprindo a lista inteira, o Google avisa que o ícone não é garantido.
A regra do host confunde bastante gente. www.seusite.com.br e blog.seusite.com.br são hosts diferentes e podem ter ícones diferentes. Uma pasta, como /loja, usa o ícone do domínio.
O Google aceita favicon em SVG?
Não. Em 28 de agosto de 2026 o Google passou a escrever na documentação a lista exata de formatos: BMP, GIF, ICO, PNG, JPEG, PPM e TIFF. SVG e WebP não estão nela. No registro de mudanças, o Google explica que os formatos aceitos continuam os mesmos de antes; a página só deixou de apontar para uma referência externa que mudava com o tempo e gerava dúvida. Vários guias em português ainda dizem que SVG serve. Serve, mas para o navegador.
Esse detalhe pegou a gente. Ao conferir o nosso próprio site para este texto, vimos que a home do Nota do Site declarava o ícone só em SVG, com <link rel="icon" type="image/svg+xml" href="/favicon.svg">. O endereço /favicon.ico respondia, mas entregava um arquivo de 0 bytes, o marcador vazio que veio com o projeto. Na aba do navegador, o ícone saía perfeito. Pela lista do Google, não havia ali um favicon que a busca pudesse usar. E o nosso validador aprovava o site, porque a regra de favicon só conferia se o ícone tinha sido declarado ou se o /favicon.ico respondia, sem olhar o formato nem o que havia dentro do arquivo. Corrigimos o site no mesmo dia: entraram um PNG de 96 × 96 declarado antes do SVG, um .ico de verdade, com o desenho em 16, 32 e 48 px, e o ícone para a tela inicial do iPhone. A regra também mudou: agora ela avisa quando a home declara o ícone só em SVG ou WebP e quando o /favicon.ico responde vazio.
O conserto não exige abandonar o SVG. Basta declarar, ao lado dele, uma versão num formato da lista:
<link rel="icon" href="/favicon-96x96.png" type="image/png" sizes="96x96">
<link rel="icon" href="/favicon.svg" type="image/svg+xml">
<link rel="apple-touch-icon" href="/apple-touch-icon.png">
Como colocar o favicon do jeito que o Google lê?
Vale para qualquer plataforma:
- Desenhe a partir do símbolo da marca, não do logotipo inteiro. Texto vira borrão num quadradinho de 16 pixels.
- Exporte um PNG quadrado de 96 × 96 ou 192 × 192. Desde outubro de 2024 o Google não pede mais múltiplos de 48: o mínimo é 8 × 8 e a recomendação é passar de 48 × 48.
- Publique num endereço que não vai mudar, de preferência na raiz.
- Declare na
<head>da página inicial, e não só nas internas: é na home que o Google procura. - Abra o endereço do arquivo no navegador. Tem de aparecer a imagem. Página de erro, redirecionamento para a home ou tela em branco indicam problema.
- Cole o endereço do arquivo no testador de robots.txt e olhe a linha do Googlebot-Image. Uma linha
Disallow: /wp-content/ouDisallow: /assets/derruba o ícone sem ninguém perceber. Se o arquivo de regras ainda é um mistério, veja o que cada linha do robots.txt libera ou bloqueia.
No WordPress 6.5 ou mais novo, o campo "Ícone do site" fica em Configurações > Geral (nas versões anteriores, em Aparência > Personalizar > Identidade do site), e a documentação pede uma imagem quadrada de pelo menos 512 × 512 pixels, de preferência PNG. O resto da instalação está no roteiro de ajustes de SEO para WordPress. No Wix, a troca do favicon depende de plano Premium com domínio conectado.
Um aviso para não misturar as coisas: o favicon não é o logotipo que vai nos dados estruturados Organization. Aquele logotipo serve a outros recursos do Google. O ícone do resultado sai da tag <link>.
De onde o Google tira o nome do site?
Da página inicial e das referências ao site espalhadas pela web, num processo automático. Para indicar o nome que você prefere, declare WebSite com a propriedade name na home. O sistema também lê o og:site_name, o <title>, os títulos da página e outros textos da página inicial, mas a documentação diz que, para marcar preferência, o WebSite é o que mais pesa. Não existe formulário para pedir a troca: o Google afirma que não altera manualmente os nomes escolhidos.
O nome do site vale para o site todo e aparece em computador e celular, em todos os idiomas da busca, inclusive português, desde 2023. O texto azul logo abaixo é outra coisa, o título de cada página, e segue regras próprias. Se o problema é esse texto, veja quando o Google reescreve o título de uma página.
O nome funciona por domínio e por subdomínio. Os prefixos www e m contam como o próprio domínio, e subdiretórios não podem ter nome próprio. Um subdomínio sem marcação pode herdar o nome do domínio.
Como mudar o nome do site no Google, passo a passo
- Escolha um nome curto e conhecido. "Pão de Mel", e não "Padaria Pão de Mel Ltda | Pães e bolos em Campinas". Não há limite de tamanho, mas nome longo pode ser cortado no celular. Nome genérico, como "Melhores Dentistas de Campinas", dificilmente é aceito se não for uma marca muito conhecida.
- Publique o
WebSitena página inicial, comname,url(o endereço canônico da home) e, se fizer sentido,alternateNamecom variações em ordem de preferência:
<script type="application/ld+json">
{
"@context": "https://schema.org",
"@type": "WebSite",
"name": "Pão de Mel",
"alternateName": ["Padaria Pão de Mel", "paodemel.com.br"],
"url": "https://www.paodemel.com.br/"
}
</script>
- Se a home já tem um
WebSite, gerado por plugin ou pelo tema, acrescente as propriedades nesse bloco em vez de criar um segundo. - Faça o resto da home dizer o mesmo nome: o
og:site_name, o fim do<title>, o cabeçalho e o rodapé. - Repita a marcação em todas as versões da home que respondem sem redirecionar, por exemplo a
httpao lado dahttps, ou o domínio semwwwao lado do comwww. Redirecionar todas para uma só resolve de vez. - Valide o código no Schema Markup Validator ou no nosso verificador de dados estruturados. O Teste de pesquisa aprimorada do Google não confere nome de site.
Se JSON-LD é novidade para você, leia antes o guia que mostra onde cada tipo de schema entra no site.
Passamos por isso em 26 de outubro de 2026. Rodamos o validador no próprio Nota do Site enquanto preparávamos este post, e a regra do nome do site deu alerta: a página inicial não declarava WebSite. Ela já tinha Organization, og:site_name e o nome no fim do <title>. Faltava justamente o bloco que o Google diz ser o mais forte. Corrigimos no mesmo dia, e agora a home declara WebSite com name "Nota do Site", o url e um publisher que aponta para a Organization.
O Google escolheu outro nome. O que fazer?
Comece pela lista de conferência da própria documentação:
- o
namedoWebSiteé exatamente o nome que você quer, sem erro de sintaxe; - os outros textos da home usam esse mesmo nome;
- você não está tentando dar nome a um subdiretório;
- os redirecionamentos funcionam e o Googlebot chega ao destino, porque o nome mostrado reflete a página final;
- todas as versões da home (
http,https, comwwwe sem ele) trazem o mesmo nome.
Dois tropeços fáceis de conferir: o <title> da home que começa por "Home" ou "Página inicial", e o og:site_name esquecido com o nome antigo depois de uma troca de marca. Também acontece de o nome estar em uso por outro site de alcance global, ou de o público conhecer a marca pela sigla.
Se tudo confere e o nome não muda, o Google sugere três passos, nesta ordem. Primeiro, um alternateName: quando o sistema não confia no nome principal, ele considera essa opção com força. Segundo, o domínio em letras minúsculas como último item do alternateName, do jeito que aparece no exemplo acima. Por último, e só como saída de emergência, o próprio domínio como name. Se nem assim resolver, o caminho é a Comunidade de Ajuda da Central da Pesquisa.
Quanto tempo leva para o ícone e o nome mudarem?
De alguns dias a algumas semanas, segundo as duas páginas do Google. O prazo depende de quanto tempo o robô leva para voltar à sua página inicial. Para encurtar, cole o endereço da home na Inspeção de URL e peça a indexação. O passo a passo está em como pedir o rastreamento de uma página no Search Console.
Duas coisas atrapalham a espera. Trocar o endereço do favicon de novo antes de o Google processar a troca anterior vai contra a exigência de endereço estável. E o nome novo chega primeiro à home: as páginas internas mudam depois, quando forem rastreadas de novo. Nenhum relatório do Search Console mostra o ícone ou o nome, então a conferência é na própria busca: pesquise o nome da marca e veja o resultado da home e o de uma página interna.
O que a leitura de 53 sites .br mostrou?
A amostra tem 53 sites .br. O validador passou por eles em 20, 21 e 22/10/2026 e leu a home de cada um, mais algumas páginas internas:
| O que medimos | Resultado |
|---|---|
Favicon declarado no HTML ou /favicon.ico respondendo |
53 de 53 |
Página inicial sem WebSite |
28 de 53 (53%) |
WebSite declarado, mas sem name |
3 de 53 |
Nome da marca ausente do og:site_name, da Organization e do WebSite |
15 de 53 (28%) |
Ter um favicon, portanto, não é o problema comum. O risco está no que a nossa regra ainda não conferia naquela leitura: formato, tamanho e bloqueio no robots.txt. No nome, a conta é pior: 31 das 53 páginas iniciais não entregam o bloco que o Google mais pesa na escolha, e em 15 sites o nome da marca não aparece em nenhum dos três lugares da tabela.
O que abrir agora no código da sua página inicial?
Na barra do Chrome, ponha view-source: na frente do endereço da home e use a busca da página para achar rel="icon". Veja a extensão do arquivo e abra o endereço dele: se for SVG, ou se a imagem não abrir, você já achou a causa. Depois procure por "WebSite" e confira o name. Compare com o og:site_name e com o fim do <title>. Os três precisam dizer a mesma coisa.
A análise grátis do Nota do Site faz parte dessa leitura sozinha: aponta a falta de favicon, o ícone declarado só em SVG ou WebP, o /favicon.ico vazio, a falta de WebSite ou de name e o nome da marca escrito de jeitos diferentes. O tamanho do ícone e o bloqueio no robots.txt, por enquanto, você confere abrindo o arquivo e passando o endereço no testador.