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robots.txt: o que é, como criar e testar antes de publicar

Henrique Feng Por Publicado em
robots.txt: o que é, como criar e testar antes de publicar

Resposta rápida

O robots.txt é o arquivo de texto em seusite.com.br/robots.txt que diz aos robôs dos buscadores quais caminhos eles podem rastrear. Para criar, escreva grupos com User-agent, Disallow e Allow, acrescente a linha Sitemap e publique na raiz, em UTF-8. Ele não tira página do Google: para isso, use noindex com a página liberada. Teste o rascunho antes de subir e confira no Search Console.

O robots.txt é um arquivo de texto puro, publicado em seusite.com.br/robots.txt, que diz aos robôs dos buscadores quais caminhos do site eles podem rastrear. Ele organiza a visita dos robôs. Não esconde página do Google, não protege nada e, com uma linha errada, consegue sumir com o site inteiro da busca.

Aqui você vê o que cada linha faz, como o Google decide quando duas regras se contradizem, exemplos comentados para site institucional, loja virtual e WordPress, os erros que mais custam visitas e como testar a mudança antes de subir. A escolha de quais robôs de IA deixar entrar tem um guia só dela, com a lista de cada empresa: como decidir, robô por robô, o acesso das inteligências artificiais.

O que o robots.txt faz e o que ele não faz?

Ele controla o rastreamento, isto é, quais endereços o robô pode pedir ao seu servidor. Segundo o Google, o uso principal é evitar que o site fique sobrecarregado de pedidos. A mesma página avisa que o arquivo não serve para manter uma página longe dos resultados de busca.

Antes de escrever a primeira regra, tenha claros três limites:

  • Não tira página do índice. O Google pode encontrar o endereço bloqueado por links de outros sites e mostrar esse endereço nos resultados, só que sem descrição.
  • Não é tranca. A RFC 9309, a norma do protocolo publicada em 2022, diz que as regras não são uma forma de autorização de acesso. O Google e as grandes empresas de IA dizem respeitar o arquivo. Um robô mal-intencionado simplesmente ignora.
  • Qualquer um lê. O arquivo abre no navegador de quem quiser. Listar ali /relatorios-financeiros-internos/ é anunciar que esse caminho existe.

Também não é o arquivo que apresenta o site às IAs. Essa é a proposta do llms.txt, que só aponta páginas e não bloqueia robô nenhum.

Seu site precisa ter um robots.txt?

Não é obrigatório. Se /robots.txt responde 404, o Google entende que não há restrição e rastreia tudo; a Ajuda do Search Console trata esse caso como normal. Mesmo assim, recomendamos ter o arquivo.

É nele que você mostra onde está o sitemap para todos os buscadores de uma vez, sem cadastro em painel nenhum, e é ele que poupa o rastreamento de áreas sem valor para a busca, como carrinho, área do cliente e resultados da busca interna.

Com o validador, lemos o arquivo de 53 sites .br na semana de 20 de outubro de 2026. Só 2 não tinham robots.txt (o endereço devolvia 404). Nenhum dos 53 impedia o Googlebot de ler a página inicial. E em 4 deles o sitemap existia, mas o robots.txt não dizia onde. O problema quase nunca é a falta do arquivo: é o que vai escrito dentro dele.

Como funciona cada linha do arquivo?

O arquivo é feito de grupos. Cada grupo começa com uma ou mais linhas User-agent, que dizem para quem as regras valem, seguidas das regras Disallow e Allow. O Google reconhece quatro campos:

Campo O que faz Exemplo
User-agent Nome do robô a quem o grupo se aplica; * vale para todos User-agent: Googlebot
Disallow Caminho que o robô não deve rastrear Disallow: /minha-conta/
Allow Caminho liberado, mesmo dentro de um bloqueado Allow: /minha-conta/ajuda
Sitemap Endereço completo do sitemap; vale para todos os robôs, em qualquer ponto do arquivo Sitemap: https://www.suaempresa.com.br/sitemap.xml

Os detalhes que mudam o resultado:

  • O caminho começa sempre com / e diferencia maiúscula de minúscula. O nome do campo, não: disallow e Disallow dão no mesmo.
  • A regra pega tudo o que começa com aquele caminho. Disallow: /admin bloqueia /admin, /admin/usuarios e também /administradora-de-condominios. Para pegar só a pasta, termine com barra: /admin/.
  • Disallow: sem nada depois não bloqueia coisa nenhuma. Disallow: / bloqueia o site todo. A distância entre os dois é um caractere.
  • Linha que começa com # é comentário, e o robô ignora.
  • Crawl-delay e Noindex não valem no Google, que aceita só os quatro campos da tabela. Muito tutorial ainda ensina os dois.

Qual regra vale quando duas se contradizem?

Vale a regra mais específica, e a ordem em que as linhas aparecem no arquivo não faz diferença nenhuma. O Google decide em duas etapas, primeiro o grupo e depois a regra:

  1. Escolhe um grupo só. Cada robô segue o grupo cujo User-agent combina com ele de forma mais específica e ignora os demais. Se existe um grupo User-agent: Googlebot, o Googlebot não lê o grupo *.
  2. Dentro do grupo, vence a regra de caminho mais longo. Quando um Allow e um Disallow empatam no tamanho, o Google fica com a menos restritiva, o Allow. A RFC 9309 manda fazer o mesmo.

Dois curingas permitem escrever regras por padrão: * representa qualquer sequência de caracteres, e $ marca o fim do endereço. Veja como isso se resolve na prática:

Regras no grupo Endereço pedido Resultado
Disallow: /produtos/ e Allow: /produtos/promocao/ /produtos/promocao/tenis-azul Liberado: o Allow tem o caminho mais longo
Disallow: /produtos/ e Allow: /produtos/promocao/ /produtos/tenis-azul Bloqueado
Disallow: /*.pdf$ /catalogo-2026.pdf Bloqueado
Disallow: /*.pdf$ /catalogo-2026.pdf?v=2 Liberado: o endereço não termina em .pdf
Disallow: /*?*ordem= /camisetas?cor=azul&ordem=preco Bloqueado
Allow: / e Disallow: /checkout /checkout/pagamento Bloqueado: /checkout é mais longo que /

Como criar o robots.txt passo a passo?

Criar o arquivo leva poucos minutos e não depende de plataforma: basta um editor de texto e acesso à pasta raiz do site, pelo gerenciador de arquivos da hospedagem ou por FTP. Siga estes cinco passos:

  1. Use um editor de texto puro, como o Bloco de Notas ou o VS Code. O Google desaconselha processador de texto, que pode trocar as aspas e inserir caracteres que atrapalham o robô.
  2. Salve em UTF-8, com o nome robots.txt, tudo em minúsculas. O site tem um arquivo só.
  3. Publique na raiz: https://www.suaempresa.com.br/robots.txt. Numa subpasta, ele é ignorado. O arquivo vale apenas para o protocolo, o host e a porta onde está, então loja.suaempresa.com.br precisa do próprio.
  4. Confira se o endereço responde 200 e mostra texto puro no navegador.
  5. Fique bem abaixo de 500 KiB. É o limite do Google, e o que passar dele é ignorado. Arquivo desse tamanho quase sempre tem uma regra para cada URL, quando um curinga resolveria tudo numa linha.

Como fica o robots.txt de um site institucional, de uma loja e de um WordPress?

Os três modelos abaixo servem de ponto de partida, cada um com o motivo das suas linhas, para você adaptar em vez de copiar às cegas. Troque os caminhos pelos do seu site antes de publicar.

Site institucional

# Empresa de serviços: quase tudo liberado
User-agent: *
Disallow: /area-do-cliente/

Sitemap: https://www.suaempresa.com.br/sitemap.xml

Num site de 20 ou 30 páginas, quase não há o que bloquear. O arquivo existe para apontar o sitemap e tirar a área logada do caminho do robô. A página de "obrigado" do formulário e a política de privacidade não precisam de Disallow: se você não quer essas páginas no Google, use noindex nelas.

Loja virtual com filtros

# Loja: fora o que não serve a quem chega pela busca
User-agent: *
Disallow: /carrinho$
Disallow: /checkout/
Disallow: /minha-conta/
Disallow: /busca
# Filtros e ordenação geram milhares de combinações
Disallow: /*?*ordem=
Disallow: /*?*cor=
Disallow: /*?*tamanho=
Disallow: /*?*preco=

Sitemap: https://www.sualoja.com.br/sitemap.xml

É na loja que o robots.txt mais trabalha. Cada combinação de filtro vira um endereço novo, e uma categoria com algumas centenas de produtos gera milhares deles. O Google escreve que rastrear essas URLs "tende a custar aos sites grandes quantidades de recursos de computação" e indica o robots.txt quando elas não precisam aparecer na busca. Na mesma página, ele diz que canonical e nofollow costumam funcionar pior a longo prazo.

Checkout e minha conta são telas de compra e de cadastro, sem nada a oferecer a quem chega pela busca. Carrinho e busca interna também podem ficar só com noindex, se você preferir que o Google leia e descarte; o que não funciona é usar os dois na mesma página, porque o bloqueio esconde o noindex.

Repare no $ da primeira regra. Numa loja de artigos infantis, Disallow: /carrinho bloquearia também a categoria /carrinho-de-bebe. Com o $, só o endereço exato do carrinho fica de fora.

Dois cuidados antes de copiar:

  • Filtro que é vitrine merece endereço próprio. Se "tênis de corrida masculino" é uma busca que traz cliente, crie a página com endereço limpo, sem parâmetro, liberada e no sitemap. Bloqueie as combinações, não a vitrine.
  • Filtro que já está no índice pede ordem. Primeiro coloque noindex e espere esses endereços saírem do Google. Só depois acrescente o Disallow. Na ordem inversa, o robô para de ler a página, não vê o noindex e o endereço fica preso no índice.

WordPress

Sem plugin nenhum, o WordPress responde em /robots.txt um arquivo virtual, montado pelo código a cada pedido:

User-agent: *
Disallow: /wp-admin/
Allow: /wp-admin/admin-ajax.php

Sitemap: https://www.seusite.com.br/wp-sitemap.xml

A linha do sitemap entrou na versão 5.5, junto com o sitemap nativo. O Allow deixa passar o admin-ajax.php, que temas e plugins usam para carregar partes da página. Para a maioria dos sites WordPress, esse arquivo basta. Três avisos:

  • Não copie modelos que bloqueiam /wp-includes/ ou as pastas de temas e plugins. É ali que ficam o CSS e o JavaScript que o Google usa para montar a página.
  • Arquivo físico ganha do virtual. Se alguém subiu um robots.txt para a pasta raiz, o servidor entrega esse arquivo e o do WordPress nem chega a ser gerado. Mudou algo no painel e nada mudou em /robots.txt? Procure esse arquivo esquecido no gerenciador da hospedagem.
  • A opção de visibilidade, em Configurações > Leitura, não mexe no robots.txt. Desde a versão 5.3, marcada, ela põe noindex nas páginas. Se o seu arquivo tem Disallow: /, a linha veio de outro lugar.

Quais erros no robots.txt fazem o site sumir do Google?

Quatro erros fazem estrago sem dar aviso na hora: publicar o arquivo do ambiente de teste, bloquear CSS e JavaScript, usar o robots.txt para esconder página e deixar o próprio arquivo responder erro de servidor. Os quatro aparecem abaixo, com o conserto de cada um.

Publicar o arquivo da homologação

O ambiente de teste costuma ter User-agent: * com Disallow: /, para não ser indexado. Quando a cópia vai inteira para produção, essa linha vai junto. Proibido de ler as páginas, o Google para de atualizar o que tinha: as que já estavam no índice passam a aparecer sem descrição, e as novas não entram. Para evitar, gere o robots.txt pela configuração de cada ambiente em vez de copiar o arquivo, proteja a homologação com senha, que impede a indexação de verdade, e abra /robots.txt no dia de cada publicação.

Bloquear CSS e JavaScript

O Google permite bloquear scripts e estilos menos importantes, mas faz uma ressalva: se o robô precisa deles para entender a página, eles têm que ficar liberados. Sem o CSS e o JavaScript, o Googlebot pode montar uma página quebrada ou vazia e julgar o conteúdo por ela. A captura de tela da Inspeção de URL, no Search Console, mostra o que ele conseguiu montar.

Usar o robots.txt para esconder uma página

É um erro de intenção, não de digitação. Você bloqueia /promocao-antiga para ela sumir do Google e ela continua lá, agora sem descrição. O robô não lê a página bloqueada, então nunca descobre que você não queria aquele endereço no índice. A documentação do Google sobre noindex é direta: para a regra funcionar, "a página ou recurso não pode ser bloqueado por um arquivo robots.txt". No Search Console, esse desencontro aparece como página indexada, mas bloqueada pelo robots.txt, e o que fazer com cada aviso do relatório de indexação está no nosso guia de páginas fora do índice.

Deixar o arquivo responder erro

O código que /robots.txt devolve muda o comportamento do Google, e o pior caso não é o 404:

O que /robots.txt responde O que o Google faz
200 Lê o arquivo e segue as regras
Redirecionamento Segue até cinco saltos; depois disso, trata como 404
404, 410 e outros 4xx (menos o 429) Age como se não houvesse arquivo e rastreia tudo
5xx Nas primeiras 12 horas, para de rastrear o site. Até 30 dias, usa a última versão boa que tinha guardada. Depois disso, se o site está no ar, age como se não houvesse arquivo

Um servidor que devolve erro 500 só no robots.txt, por um plugin quebrado ou uma regra de cache mal feita, pode deixar o site até 12 horas sem nenhum rastreamento. É por isso que o nosso validador reprova robots.txt com resposta 5xx e só dá alerta quando o arquivo não existe.

Robots.txt ou noindex: o que usar em cada caso?

Use o robots.txt para economizar o rastreamento e o noindex para tirar uma página do índice. Os dois não se substituem: um decide o que o robô pode ler, o outro decide o que pode aparecer na busca. Na hora de escolher, esta tabela resolve:

Você quer Use Por quê
Tirar uma página do Google noindex, com a página liberada no robots.txt O robô precisa ler o aviso
Evitar que o robô gaste tempo com milhares de URLs sem valor, como filtros e busca interna Disallow É controle de rastreamento
Proteger conteúdo privado Login ou senha O robots.txt é público e é só um pedido
Tirar imagens, vídeos ou áudios dos resultados Disallow no caminho dos arquivos O Google cita esse uso para arquivos de mídia
Tirar do índice e depois parar o rastreamento noindex primeiro, Disallow só quando o endereço sair Na ordem inversa, o noindex não é lido

Como é o robots.txt do Nota do Site?

É curto e não foi escrito à mão: o sistema monta o arquivo, deixa todo robô entrar, fecha apenas o que exige login e aponta o endereço do sitemap. O que não deve ir para o Google continua aberto nele e leva noindex na página. Este é o texto que está no ar em www.notadosite.com.br/robots.txt:

# Nota do Site - gerado automaticamente
# Buscadores e bots de IA (busca, assistentes e treinamento) são bem-vindos.

User-agent: *
Allow: /
Disallow: /admin
Disallow: /confirm-password
Disallow: /dashboard
Disallow: /mcp
Disallow: /oauth/
Disallow: /profile
Disallow: /sites/
Disallow: /verify-email

Sitemap: https://www.notadosite.com.br/sitemap.xml

Ele não é um arquivo solto na pasta. O sistema monta o texto a partir das rotas do site: todo grupo de endereços em que todas as páginas exigem login entra na lista de Disallow sozinho. Uma área logada nova já nasce bloqueada, sem ninguém precisar lembrar de editar o arquivo. A linha Sitemap sai da mesma lista de páginas públicas que gera o sitemap.

As escolhas que fizemos e o motivo de cada uma:

  • Todos os robôs entram, inclusive os de IA. Não há grupo por robô. Quem decide bloquear o treinamento precisa de grupos próprios, e isso é assunto do guia sobre os robôs de IA citado no começo.
  • Relatórios e login usam noindex, não Disallow. Os relatórios das análises e as telas de login e cadastro não devem aparecer no Google, mas estão liberados no arquivo. Se estivessem bloqueados, o Google não leria o noindex, e um relatório linkado em algum fórum poderia entrar no índice como endereço sem descrição.
  • O Allow: / é redundante, de propósito. Ele deixa a intenção explícita e não atrapalha os bloqueios: /admin tem seis caracteres, / tem um, e a regra mais longa vence.
  • /admin sem barra pega qualquer caminho que comece assim. No nosso site não existe página pública com esse começo. No seu, confira antes de copiar.
  • O arquivo sai com Cache-Control de uma hora. O Google costuma guardar a cópia por até 24 horas, mas diz que pode encurtar ou alongar esse prazo de acordo com esse cabeçalho.

Como testar o robots.txt antes de publicar?

Teste o arquivo novo como rascunho, antes de ele ir para o ar, e confira a versão publicada logo depois, porque um erro no robots.txt pode passar dias sem ninguém perceber. Nesta ordem:

  1. Teste o rascunho. Cole o arquivo novo no testador de robots.txt com modo rascunho, marque essa opção e informe só o caminho de cada página. Teste a inicial, uma categoria, um produto ou post, um arquivo CSS do tema e uma página que deve continuar bloqueada. A ferramenta mostra, robô por robô, a linha que decidiu o resultado, e nada é buscado no seu site.
  2. Publique e abra o endereço. Em janela anônima, abra /robots.txt e confira se ele responde e se o conteúdo é o novo. Repita em cada subdomínio com páginas públicas.
  3. Confira no Search Console. O relatório de robots.txt, nas configurações da propriedade, lista o arquivo dos 20 principais hosts do site, a data da última leitura, o status ("Buscado" ou "Não buscado") e os problemas de leitura de cada linha. Depois de liberar algo importante, use "Solicitar um novo rastreamento" no menu do arquivo. O relatório só aparece em propriedade de domínio e não testa endereços: para saber se uma página específica está liberada, a Ajuda manda usar a Inspeção de URL.
  4. Rode a análise completa. No validador, a gente confere se o arquivo responde, se declara o sitemap e, em cada página lida, se o Googlebot pode rastrear aquele caminho.

Quais quatro linhas procurar no seu robots.txt?

Digite no navegador o endereço do seu site seguido de /robots.txt e confira quatro pontos: um Disallow: / sozinho no grupo *, regras que pegam pastas de CSS ou JavaScript, páginas que você tentou tirar do Google por ali e a linha Sitemap. Achou algum dos três primeiros? Corrija no rascunho do testador, publique e peça a nova leitura no Search Console. Se a linha do sitemap faltar, acrescente com o endereço completo.

Perguntas frequentes

Onde fica o robots.txt no WordPress?

Na maioria dos sites, em pasta nenhuma: o WordPress gera um robots.txt virtual quando alguém pede /robots.txt, com o bloqueio do /wp-admin/ e a linha do sitemap. Plugins de SEO permitem editar esse conteúdo pelo painel. Se houver um arquivo robots.txt físico na raiz da hospedagem, é ele que o servidor entrega, e o virtual deixa de aparecer.

Por que uma página bloqueada no robots.txt ainda aparece no Google?

Porque o robots.txt barra a visita do robô, não a entrada no índice. Se outros sites linkam o endereço, o Google pode mostrá-lo nos resultados sem descrição, já que não leu o conteúdo. Para tirar a página do índice, libere o rastreamento e coloque noindex nela. Depois que ela sair dos resultados, o bloqueio pode voltar.

Qual a diferença entre Disallow: e Disallow: /?

Disallow: sem nada depois não bloqueia caminho nenhum, e o robô pode rastrear o site todo. Disallow: / bloqueia tudo a partir da raiz, ou seja, o site inteiro para os robôs daquele grupo. Um caractere separa um site aberto de um site fechado, por isso vale abrir o arquivo depois de cada publicação.

O Google respeita o Crawl-delay do robots.txt?

Não. O Google só reconhece os campos user-agent, allow, disallow e sitemap, e a documentação dele diz que o crawl-delay não é compatível. Outros robôs podem ler esse campo, mas no Googlebot ele não tem efeito. Para o Google, o ritmo de rastreamento depende de como o servidor responde.

O que acontece se o robots.txt sair do ar?

Depende do erro. Com 404, o Google entende que não há restrição e rastreia tudo. Com erro de servidor (5xx), ele para de rastrear o site nas primeiras 12 horas e, por até 30 dias, usa a última versão do arquivo que conseguiu ler. Passado esse prazo, se o site estiver no ar, segue como se não houvesse arquivo.

Fontes

  1. Introdução ao robots.txt · Google Search Central
  2. Como o Google interpreta a especificação do robots.txt · Google Search Central
  3. Como escrever e enviar um arquivo robots.txt · Google Search Central
  4. Bloquear a indexação da Pesquisa com noindex · Google Search Central
  5. Gerenciar o rastreamento de URLs de navegação facetada · Google Search Central
  6. Relatório robots.txt · Ajuda do Search Console
  7. RFC 9309: Robots Exclusion Protocol · IETF
  8. do_robots() · WordPress Developer Resources
  9. Changes to prevent search engines indexing sites · WordPress Core
  10. New XML Sitemaps Functionality in WordPress 5.5 · WordPress Core

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